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Didascálias - Felizmente há Luar

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by Francisco Sousa on 30 May 2011

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Transcript of Didascálias - Felizmente há Luar

Felizmente há luar Didascálias O que são didascálias? do grego didaskália = instrução, ensinamento As didascálias são, as instruções que os poetas dramáticos davam aos actores para a representação cénica na Grécia Antiga; Actualmente, incluem
diversas informações:
a listagem inicial
de personagens;
a indicação do nome
da personagem antes
de cada fala;
anotações sobre a
estrutura externa da obra;
referências aos
adereços que compõem
o espaço cénico;
informações sobre
tom de voz,
gestos, atitudes;
o momento da
entrada em cena
e o percurso a realizar;
indicações sobre
o guarda-roupa;
espaço cénico;
iluminação;
som;
estado de espírito da
personagem e sua
evolução ao longo da cena. qual a importÂncia das didascálias na obra? As didascálias assumem especial relevância: ...porque contém preciosa indicação de trabalho pela variedade e abundância de indicações que vão sendo dadas permitindo assim uma fiel encenação da obra. ...para melhor entendermos as intenções do texto e para nos darmos conta da capacidade dramatúrgica de Sttau Monteiro. Para os actores e encenadores... Para os leitores... 2 tipos de didascálias As que surgem em itálico e entre parêntesis dão as indicações acerca de:
Caracterização das personagens;
Tom com que as palavras são pronunciadas;
Sentimentos que lhes estão por detrás e intencionalidade das mesmas;
Movimentação das personagens em palco;
Efeitos de luz e som. As didascálias laterais, mais longas e apresentando minuciosas descrições. Têm um carácter mais subjectivo e limitam o papel do encenador. A sua função é:
Complementar as falas das personagens;
Levar o leitor a compreender melhor a história;
Colocar o espectador como testemunha. Tendo em conta a situação política dos anos 60 e tendo Sttau Monteiro consciência de que só muito dificilmente a sua peça seria representada em Portugal, as didascálias laterais funcionam quase como linhas de leitura que orientam a interpretação do público/leitor, como revela a seguinte didascália: "A pergunta é acompanhada dum gesto que revela a impotência da personagem perante o problema em causa. Este gesto é francamente «representado». O público tem de entender, logo de entrada, que tudo o que se vai passar no palco tem um significado preciso. Mais: que os gestos, as palavras e o cenário são apenas elementos duma linguagem a que tem de adaptar-se". Principais dicotomias
nas didascálias da obra Em síntese, as didascálias funcionam na peça como: Simbologia de algumas
didascálias O som dos tambores:

Simboliza a opressão, poder, medo da perseguição levada a cabo pelo regime, medo que o povo sente;
O som dos tambores, em crescendo, marca, no final do Acto I, o triunfo do regime e do poder totalitário;
Esse som dos tambores simboliza também a irreversibilidade da decisão tomada – fazer de Gomes Freire o responsável pela conjura, de forma a retirá-lo do quadro da acção política;
São os tambores que, na perspectiva de Matilde, anunciarão o desenlace, no final do Acto II. O som dos sinos:

Mostra o envolvimento da Igreja na repressão que se abate sobre o povo. indicação do nome da personagem antes de cada fala; indicação da entrada ou saída de personagens; explicações do autor ("O público tem de entender,
logo de entrada..." - pág. 15) referências aos adereços que compõem o
espaço cénico; referência à posição das personagens em cena
("Ao dizer isto, a personagem está quase de
costas para os espectadores." - pág. 16); indicação das pausas: "pausa" (pág. 16); caracterização do tom de voz das personagens
e suas flexões ("Muda de tom de voz." - pág. 16;
"Volta ao seu tom de voz habitual." - pág. 16;
"O tom é irónico." - pág. 17); presentação da dimensão interior das personagens
("O gesto é lento, deliberadamente sarcástico."
- pág. 17); ilações que funcionam como informações e
como forma de caracterização das personagens
("Fala com entusiasmo. Vê-se que Gomes Freire
é o seu herói." - pág. 20); indicações sonoras ou ausência de som ("Começa a
ouvir-se, ao longe, o ruído de tambores." -
pág. 17; "Este silêncio é pesado." (pág. 21); expressão fisionómica dos actores ("As personagens
olham para as mãos e para os lados..." - pág. 21;
"O antigo soldado encolhe os ombros." - pág. 22); movimentação cénica das personagens ("Ao falar da cara, levanta-se, assumindo a posição dum senador romano." - pág. 27); sugestão do aspecto exterior das personagens ("Beresford vem fardado. A farda, ainda que regulamentar, não é espaventosa e está um pouco usada." - pág. 41); indicações aos actores ("... Quando passa dum para o outro, os seus gestos devem ser rápidos e enérgicos para que o público compreenda o que se está passando." - pág. 78); expressão do estado de espírito das personagens e a sua evolução ao longo da cena: tristeza, esperança, medo, desânimo, etc., dos oprimidos; sarcasmo, ironia, escárnio, indiferença, galhofa, adulação, desprezo, irritação, etc., dos opressores. Um trabalho de:
Francisco Sousa
Emanuel Baptista
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