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Prazeres sexuais e pornografia: Apontamentos para uma teoria cu

Luciene Galvão
by Luciene Galvão on 18 October 2012

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Transcript of Prazeres sexuais e pornografia: Apontamentos para uma teoria cu

photo credit Nasa / Goddard Space Flight Center / Reto Stöckli Luciene Galvão Pornografia e prazeres sexuais:
Apontamentos para uma teoria cu Prazeres sexuais Sexualidade (cc) image by rocketboom on Flickr (cc) image by quoimedia on Flickr Como os prazeres sexuais associados ao ânus são produzidos em vídeos pornôs de sites brasileiros gratuitos e especializados? Discursos e técnicas cinematográficas em vídeos pornográficos que encenam sexo anal. Head Body Body Body Body Body Body Body Body Body Body Body Body Objetivo Geral
Interrogar em que medida os prazeres sexuais associados ao ânus produzidos em vídeos pornôs transgridem/reproduzem práticas sexuais situadas no campo da heterossexualidade. Objetivos Específicos Mapear os sites brasileiros gratuitos que exibem vídeos pornôs de sexo anal. Analisar como as narrativas fílmicas ordenam os prazeres sexuais anais. Justificativa

POR QUE PORNOGRAFIA?

Materiais pornográficos – vídeos, fotografias, sex toys etc. - tem sido assim definidos por sua capacidade de causar excitação nas pessoas que os consomem. Assim, o campo pornográfico, em detrimento de outros campos de saber, é convencionalmente pensado como aquele que induz ao sexo, funcionando como uma espécie de “pedagogia” do modo como se deve obter e proporcionar prazer sexual. A obscenidade das representações de corpos e práticas sexuais não está restrita a sua capacidade de transgredir uma moral sexual, mas, principalmente, a sua capacidade de acionar limites de gênero e sexualidade. POR QUE ÂNUS?

A região anal é sexualmente concebida como anti-natural e uma zona de desregramento e luxúria, em grande medida pela possibilidade de um prazer não relacionado à reprodução humana. O ânus tende a funcionar em situações cotidianas como forma de humilhar e ridicularizar pessoas, em especial corpos masculinizados por aproximá-los de uma passividade que é comumente tida como feminina. Nos corpos feminilizados e entre eles, o ânus incorpora também a querela entre prazeres castos e voluptuosos. Nesse sentido, o uso sexual do ânus opera classificações hierárquicas dos corpos, entre as quais: ativo/passivo; luxuriosos/inocentes”. Singularmente no Brasil, país que tem a bunda da mulata brasileira – e mais recentemente, da travesti - como um dos fetiches e atrativos do turismo sexual, o sexo anal é um dos dispositivos de erotização da “colonialidade”. Por fim, no mercado pornô, o sexo anal permite a separação entre filmes hard core e soft core em narrativas hiper-realistas. Discutir o entrelaçamento entre prazeres sexuais anais, gênero e raça/etnia. ANÁLISE FÍLMICA?

As estéticas hiper-realistas, isto é, a linguagem cinematográfica que faz uma sutil combinação entre os elementos imagéticos de forma a construir um “olhar pornô”. Esse processo é comumente secundarizado e a película considerada como “amostra do real” por quem a assiste bem como, como “naturalmente” indutora da excitação sexual. A proposta de uma teoria cu é uma alusão a teoria queer, uma das matrizes teóricas/epistemológicas desse trabalho, e uma crítica a um modelo de ciência universal no qual teorizar sobre o cu tornar-se menos importante que outras temáticas (PELÚCIO, 2012). Pretende-se falar sobre o cu e desde o cu, como uma das formas de produzir saberes localizados nos quais o único universal é essa região anatômica tida por todxs. Primeiro esboço metodológico

- Noção de discurso / ordenação discursiva – Michel Foucault
- Análise fílmica REFERÊNCIAS

BERNARDET, J.C. O Que é Cinema. São Paulo: Brasiliense, 1981.

DÍAZ-BENÍTEZ, M.E. Nas redes do sexo: os bastidores do pornô brasileiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

FOUCAULT, M. A ordem do discurso. Tradução: Laura Fraga de Almeida Sampaio. Editora Loyola, 2008.

LEITE Jr., J. Das maravilhas e prodígios sexuais: a pornografia “bizarra” como entretenimento. São Paulo: Annablume/FAPESP, 2006.

PELÚCIO, L. Apropriações e provocações necessárias para uma Teoria Cu. Queering Paradigms 4. Rio de Janeiro, 2012.
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