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Pacientes Especiais - Implicações da doença renal em Medicina Dentária

Trabalho Realizado por: Nádia Marques, nº24132 Sara Carvalho, nº 24095 Manuela Rocha, nº
by Sara Carvalho on 15 November 2012

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Transcript of Pacientes Especiais - Implicações da doença renal em Medicina Dentária

Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) Tratamento de Pacientes com Transplante Renal:

O tratamento só deve ser iniciado após a autorização do médico que realizou o transplante;
Evitar o uso de fármacos nefrotóxicos;
Considerar o uso de corticoide suplementar;
Monitorar a pressão sanguínea;
Considerar a sorologia para Hepatite B antes do tratamento;
Verificar a presença de hiperplasia gengival induzida pela ciclosporina A ;
Considerar o uso de antibióticos profiláticos, particularmente para pacientes com terapia imunossupressora. Insuficiência Renal Aguda Terapêutica medicamentosa Uma função renal adequada é vital porque os rins contribuem para a manutenção do meio interno e são local da síntese e degradação de moléculas essenciais para o organismo: Fisiologia Renal Pacientes especiais são aqueles que necessitam de atendimento diferenciado obrigando o profissional de saúde a conhecer os detalhes da sua patologia para realizar um tratamento odontológico de excelência.

O avanço da medicina, através de novos exames, medicamentos e tratamentos tem proporcionado uma melhoria significativa no cuidado dos pacientes com doença renal;

O objetivo deste trabalho é suprir e esclarecer a interação da doença renal em Medicina Dentária. Introdução Face a todas as manifestações orais, principalmente em pacientes submetidos à hemodiálise, torna-se uma necessidade absoluta o acompanhamento regular ao médico dentista . Desta forma consegue-se realizar a manutenção de um adequado nível de higiene oral e minimizar os efeitos da doença, principalmente ao diagnosticar e combater focos infeciosos orais.

O médico dentista deve ter especial cuidado porque estes pacientes podem apresentar uma maior tendência para hemorragia e /ou encontrar-se anémicos, sendo necessário por vezes recorrer à realização de exames laboratoriais antes de executar tratamentos invasivos, que devem ser o menos traumático possível.

Os anestésicos locais podem ser administrados sem ser necessário um ajuste na dosagem desde que se respeite a dose de segurança máxima recomendada.

Nos analgésicos, o paracetamol é o fármaco mais seguro;

Os beta-lactâmicos são os antibióticos mais indicados a administrar, pois oferecem uma boa margem de segurança;

Nos doentes transplantados devem ser evitados fármacos nefrotóxicos e é essencial fazer profilaxia antibiótica previa a qualquer intervenção dentária;

Não se pode deixar de enfatizar a importância de manter uma saúde oral ótima nos pacientes com IRC. Conclusão Dados/Tabelas adicionais Manifestações Orais Várias alterações têm sido associadas à IR e correlacionam-se com a gravidade da situação do doente. Estas podem estar associadas à terapia medicamentosa, imunossupressão, perda óssea, osteodistrofia renal e restrição na ingestão de líquidos

Estima-se que cerca de 90% dos pacientes renais apresentam manifestações orais:

A manifestação clássica em pacientes hemodialisados é a palidez da mucosa oral- reflete condição anémica ;
Infeções por Candida ocorrem em cerca de 37% dos pacientes e podem indiciar problemas sistémicos avançados;
Alterações dentárias em pacientes com IRC mais comuns: cárie dentária, Hipoplasia de esmalte, estreitamento da câmara pulpar, lesões radiculares intradentárias ,erosões dentárias, sensibilidade e estomatite urémica;
Acúmulo de placa bacteriana acelerado;
Gengivite;
Odor metálico;
Maloclusão e mobilidade dentaria;
Desmineralização óssea;
Hemorragia Insuficiência Renal Crónica A maioria das doenças renais podem ser divididas em duas categorias
principais:


Insuficiência Renal Aguda – o rim deixa de funcionar de modo abrupto
mas pode eventualmente recuperar a sua função;


Insuficiência Renal Crónica - há uma perda progressiva e irreversível de nefrónios funcionantes; Doenças renais Anatomia do rim Insuficiência Renal terminal Fase avançada e irreversível- fase final da IRC;
Depende de diálise para sobreviver, caso não haja transplante;
Depende da etiologia da IR e da função renal remanescente, e da resposta ao tratamento;
Causas mais comuns são: Diabetes Mellitus tipo 1 ou 2, hipertensão arterial, aterosclerose, doenças reumáticas ou autoimunes e doenças genéticas;
Envolve todos os sistemas orgânicos:
Patologia com mais implicações clínicas também em Medicina Dentária; Pacientes Especiais - Implicações da doença renal em Medicina Dentária Universidade Fernando Pessoa- Faculdade de Ciências da Saúde
Medicina Dentária No caso do doente a fazer Diálise:

Escolha deve basear-se no fato de ser ou não dialisável e de ter outra via de excreção sem ser a renal;
As tetraciclinas, a clindamicina e a eritromicina não são dialisáveis;
Aminopenicilinas, aminoglicosídeos e metronidazol são removidos por hemodiálise;
A pós cada seção de dialise, repor novamente as concentrações sanguíneas dos antibióticos; Os de beta-lactâmicos, do grupo das penicilinas, por terem grande margem de segurança e boa eficácia terapêutica; Fração de eliminação no doente insuficiente renal Semi-vida do indivíduo normal = Semi-vida do antibiótico do doente insuficiente renal USO PERFERENCIAL X Dose total utilizada no indivíduo normal = Dose total a utilizar na
insuficiência renal Antibioticoterapia no Doente Insuficiente Renal Fração de eliminação A maioria dos antibióticos é eliminada pelo rim, pelo que na insuficiência renal, as concentrações séricas aumentam, podendo atingir níveis tóxicos com efeitos secundários graves;

Nos antibióticos eliminados pelo rim, é necessário reduzir a dose administrada;

Há normogramas para ajuste da posologia dos antibióticos no insuficiente renal de acordo com os valores da creatinina, mas devido às variações individuais, administra-se inicialmente a dose recomendada, fazendo um ajuste posterior das tomas. Profilaxia antibiótica no IR São doentes que tomam imunossupressores e portanto são mais suscetíveis a infeções, nomeadamente a endocardite. Nos pacientes com transplante renal é essencial a profilaxia antibiótica:
Administração de 2,0g de amoxicilina (oral) ou nas crianças, 50mg/Kg-toma única-30 a 60 minutos antes do procedimento dentário. Funções homeostáticas: Funções bioquímicas: ORIGEM: lesão vascular, lesão glomerular e lesão do Interstício renal Macrólidos

Clindamicina Antibióticos com eliminação biliar Cefalosporinas
Tetraciclinas
Aminoglicosídeos Diuréticos + Nefrotóxico Tratamento de Pacientes com Transplante Renal: Tratamento de Pacientes com Insuficiência Renal Crónica e de Pacientes que recebem hemodiálise:
Evitar o uso de fármacos que dependam do metabolismo ou excreção renal. Modificar a dose se tais fármacos forem necessários;
Evitar o uso de fármacos nefrotóxicos, tais como AINES;
Marcar o tratamento odontológico para o dia seguinte à diálise;
Consultar o médico assistente acerca do uso de antibióticos profiláticos;
Monitorar a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos;
Procurar sinais de Hiperparatiroidismo secundário;
Considerar a realização de teste para a hepatite B antes do tratamento. Caso não possa realizar a sorologia para a hepatite, tomar precauções para a hepatite; Cuidados especiais e Recomendações em Medicina Dentária Analgésicos e antiinflamatórios A ingestão excessiva de analgésicos (medicamentos para as dores) e anti-inflamatórios faz mal a vários sistemas do nosso organismo, mas um dos mais prejudicados é o aparelho urinário, podendo surgir uma doença chamada nefropatia de analgésicos, que leva à insuficiência renal.

A nefropatia por analgésicos ocorre em 4 entre cada 100.000 pessoas, principalmente em mulheres com mais de 30 anos.

Pacientes com insufeciencia renal tem dificuldade em excretar fármacos, pelo que para além de se dever ajustar as doses deve- se dar preferência aos analgésicos que são maioritariamente excretados pelo fígado. COX-1 Muito utilizados em MD (utilizados principalmente no tratamento da inflamação, dor e edema) Produz: Prostaglandinas homeostáticas (prostaciclina, PGE2 e PGD2) Dilatam a vasculatura do rim, diminuem a resistência vascular renal e aumentam a perfusão do órgão Perfusão renal total diminui e redistribuir o fluxo sanguíneo para o córtex Vasoconstrição renal aguda, isquemia medular e em certas condições insuficiência renal aguda Ácido acetilsalicílico Inibe irreversivelmente a COX-1 e COX-2
Maior utilização terapêutica
Metabolização hepática
Efeitos laterais: efeitos renais (etc...)
Nomes comerciais: AspirinaA


Deve ser evitada em pacientes com insuficiência renal crônica. Quanto maior a dose, maior o risco de piora da função renal.

O seu uso só deve ser admitido quando os benefícios compensam os riscos.

Diflunisal - menos efeitos colaterais PROTOCOLO:
Analgésicos Apresentação: Paracetamol comp. 500mg
Posologia: 1 comp. de 6/6 horas enquanto houver dor, V.O
Nomes comerciais: Ben-u-ron

O ajuste de dose para pacientes com insuficiência renal crônica não é necessário. Todavia, tem-se recomendado aumentar o intervalo entre as doses para:
- a cada 4 horas, em pacientes com insuficiência renal leve;
- a cada 6 horas, em pacientes com insuficiência renal moderada;
- a cada 8 horas, em pacientes com insuficiência renal severa

OU Diporina (1 comp. 6/6h enquanto houver dor V.O) Nomes comerciais: Benflogin
Apresentação:Benzidamina 50 mg
Posologia: 1 comprimido de 8/8 horas, 3 dias V.O
É um analgésico e antiinflamatório (mas de menor potência), não esteroidal Benzidamina Utilizados para tratar a dor aguda (tais como dor pós-operatória).
Dividido em 2 grupos: Opiáceos fortes (ex: Morfina,
Petidina, Metadona) e Opiáceos fracos (Codeína, Diidrocodeín)

Alguns opiáceos são relativamente contra-indicado na insuficiência renal devido à acumulação de droga pai ou seus metabolitos ativos (por exemplo, MORFINA e oxicodona).

Alguns opiáceo sintético como PETIDINA têm metabolitos que são realmente neurotóxicos e, portanto, devem ser usados somente em situações agudas. Analgésicos Opiáceos Anestésicos Locais Ter em atenção que poderá haver interacções medicamentosas de vasoconstritores adrenérgicos com diuréticos tiazídicos e diuréticos de ansa levando a uma diminuição mais acentuada dos níveis plasmáticos de potássio.

Pacientes com insuficiência renal significativa podem ser incapazes de eliminar do sangue o anestésico local original ou seus principais metabólitos, resultando em um ligeiro aumento dos níveis sanguíneos desse composto e um aumento no potencial de toxicidade. Isso pode ocorrer tanto com ésteres quanto com amidas, e é especialmente provável com a cocaína.

Anestésicos locais, como a Lidocaína, que é metabolizada no fígado, podem ser usados moderadamente. Quanto a Prilocaína, a insuficiência hepática ou renal pode afectar a eliminação de desta e levar ao seu acúmulo e (ou) seus metabólitos (metabolização no fígado, rins e pulmão).

Quanto a Mepivacaína deve ser usada com precaução uma vez que pode acumular o anestésico ou os seus metabolitos. A sua aplicação, caso se realize, terá de ser feita de forma muito cuidadosa. Anestésicos Locais Anestésicos Locais Quanto a Bupivacaína, pacientes em condição precária devido à idade ou outros factores que comprometem tais como disfunção renal grave ou hepática avançada, requerem atenção especial em anestesia regional embora esta anestesia é frequentemente indicada para estes pacientes.

Quanto a Articáina, a taxa de eliminação do anestésico local – no paciente renal – pode ficar diminuída, aumentando o acúmulo de formas activas e levando a um quadro de toxicidade. Trabalho Realizado por:

Nádia Marques, nº24132
Sara Carvalho, nº 24095
Manuela Rocha, nº 24104 Bibliografia http://www.roche.pt/portugal/index.cfm/produtos/equipamentos-de-diagnostico/informacao-diagnostico/renais/

http://www.unoeste.br/site/CursoGraduacao/cursos/3/Downloads/protocolo-medicamentoso.pdf

http://www.unoeste.br/site/CursoGraduacao/cursos/3/Downloads/protocolo-medicamentoso.pdf

http://www.scielo.br/pdf/rba/v52n4/v52n4a14.pdf PROTOCOLO:
Anti-inflamatórios EVITAR AINES CONTRA INDICADO AAS Paracetamol
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