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1-Análise da Atividade de Trabalho de um Pedreiro

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by Ludimila Andrade on 12 September 2013

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Transcript of 1-Análise da Atividade de Trabalho de um Pedreiro

Análise da Atividade do Trabalho de um Pedreiro
OBJETIVOS
Compreender através do uso das ciências da ergonomia, psicodinâmica do trabalho e da terapia ocupacional como o trabalho afeta a saúde e qualidade de vida dos pedreiros autônomos e a influência das condições de trabalho em sua prática através de um estudo de caso.
MATERIAIS E MÉTODOS
O presente trabalho foi realizado através de levantamento bibliográfico e estudo de caso dos pedreiros, Sr. João e Sr. Luiz.

RESULTADOS
A análise da atividade é um processo importante usado pelos profissionais de terapia ocupacional para entender as demandas que uma atividade desejada específica se aplica a um cliente. (...)


INTRODUÇÃO
A análise da atividade caracteriza-se pelas indagações sobre:
Disciplina: Terapia Ocupacional na Saúde do Trabalhador
Docente: Adriana Sathler

Alessandra Toledo
Carla Tatiane Rodrigues
Eduarda Gomes
Eva Rejane Ribeiro
Ludimila Andrade

DISCUSSÃO
Discentes
PERCEPTO-SENSORIAIS
ESTUDO DE CASO
Geralmente eles começam a trabalhar de 07: 00 ás 16:00; às vezes saem mais cedo ou mais tarde dependendo apenas da sua disponibilidade. Eles trazem água, alimentação (almoço), café e frutas de casa, esquentando a refeição em uma lata de sardinha com pregos perfurados, acrescentando álcool e fogo, ficando morna a refeição. Eles mesmos fizeram um pequeno cômodo de madeira onde costumam trocar de roupa, onde fazem suas refeições e descansam. Não há troca periódica das ferramentas, somente quando está danificado.
SOCIAL
E
COMUNICAÇÃO
Processo

&
Observação
Trabalho
Atividade
Isto é tanto para a terapia ocupacional quanto para outras ciências, como a ergonomia.
Ocorre sobre o processo descritivo de:
Descomposição
Recomposição
Sendo em cada etapa do processo de execução de uma determinada atividade humana no trabalho.
Nunes, 2007.
O cenário atual de patologias ocupacionais, tanto físicas quanto psicológicas, exige “Estudos que promovam uma interação entre as investigações clínicas dos distúrbios osteomusculares e as suas relações com as condições de trabalho” (SANTOS, 2004, p. 100).

Este estudo tem a pretensão de contribuir para uma nova visão dos profissionais de saúde sobre os trabalhadores autônomos da área da construção civil, que estão socialmente distantes dos órgãos e dispositivos que orientam e zelam pela qualidade de vida do trabalhador.

Analisar os riscos, as condições psicossociais as quais os pedreiros estão expostos e as áreas e habilidades de ocupação afetadas.
Destacar a importância da intervenção da terapia ocupacional no cotidiano destes trabalhadores, a fim de mobilizar futuros estudos a cerca da saúde dos trabalhadores autônomos da construção civil.
Realizou-se observação simples e direta do trabalhador durante a tarefa de embolso de paredes e também fotos dos trabalhadores no exercício das atividades.
Para a construção deste trabalho de análise de atividade de um trabalhador na área de construção civil, baseou-se nos seguintes conceitos:







Psicodinâmica do Trabalho
AET
Documento da AOTA de 2008
Refere-se ao desempenho ocupacional
Consentimento dos Pedreiros
A Análise Ergonômica do Trabalho (AET)
1.Técnicas
2.Ambientais
3.Organizacionais
Estuda uma situação de trabalho visando adaptá-la ao homem a partir da análise das condições.
No que busca revelar as diferenças entre os trabalhos formal e o real (FIALHO, 1995).
A psicodinâmica do trabalho é uma disciplina que se apoia na descrição e no conhecimento das relações entre trabalho e saúde mental.
Psicodinâmica do Trabalho
(...) É teórica que se esforça para inscrever os resultados da investigação clínica da relação com o trabalho numa teoria do sujeito que engloba, ao mesmo tempo, a psicanálise e a teoria social. (DEJOURS, 2004)
J.G.S.
78 anos
L.B.G.
51 anos
Residem em:
Duque de Caxias - RJ



Profissão:
Autônomos (Pedreiros)


Grau de Escolaridade:
3ª série (4º ano) e 7ª série (8º ano)
Queixa Principal:
ambos os trabalhadores queixam-se de dor lombar devido a grande quantidade de suas atividades serem realizadas de maneira repetitiva, exigindo grande esforço físico, acrescida a falta de preparo adequado para a sua realização.
Histórico Patológico Pregresso:
Diabetes, Hipertensão, Tendinite, Problemas Vasculares, Perda Parcial da Audição, Pulso Aberto e Lombalgia.
De acordo com os princípios das abordagens da ergonomia e da psicodinâmica do trabalho cuja função é de colaborar para a melhoria das tarefas nesse ambiente de construção, considerando o seu conteúdo, a divisão do trabalho, além de outros aspectos organizacionais como os tempos, os ritmos, dessa forma, buscou-se estabelecer as relações entre a organização do trabalho, as atividades realizadas e as consequências para a saúde do trabalhador e ainda, compreender os aspectos subjetivos do trabalho.

A análise da atividade é um processo importante usado pelos profissionais de terapia ocupacional para entender as demandas que uma atividade desejada específica se aplica a um cliente. Analisar o desempenho ocupacional requer um entendimento da complexa e dinâmica interação entre habilidades de desempenho, padrões de desempenho, contextos e ambientes, demandas da atividade e fatores do cliente. (AOTA, 2008). “A análise da atividade é direcionada a uma demanda típica de uma atividade, a amplitude de habilidades envolvidas no seu desempenho e aos diversos significados culturais que podem ser atribuídos para isto” (CREPEAU, 2003, p. 192


(...) Analisar o desempenho ocupacional requer um entendimento da complexa e dinâmica interação entre habilidades de desempenho, padrões de desempenho, contextos e ambientes, demandas da atividade e fatores do cliente. (AOTA, 2008).
A análise da atividade é direcionada a uma demanda típica de uma atividade, a amplitude de habilidades envolvidas no seu desempenho e aos diversos significados culturais que podem ser atribuídos para isto.(CREPEAU, 2003)
Análise de Atividade do Pedreiro: Psicodinâmica do Trabalho e AET
A parte observável da atividade (sensório-motora) pode ser evidenciada pelo conjunto de ações de trabalho que caracteriza os modos operativos. A parte não observável (mental) pode ser caracterizada pelos processos cognitivos: sensação, percepção, memorização, tratamento de informação e tomada de decisão.(FIALHO, 1995)
As tarefas são realizadas por etapas

Os pedreiros não fazem rodízio de atividades

Há sobrecarga pela falta de rodízio

.
Ausência de tempo para a recuperação muscular e para as estruturas anatômicas que são solicitadas para tal tarefa.
Percebe-se assim que existe grande solicitação dos membros superiores (MMSS) e coluna para realização das atividades repetitivas, transporte de cargas e utilização dos movimentos espásticos.
Esta utilização do MMSS e coluna, quando não estruturada e planejada é nociva à saúde dos colaboradores, pois são grandes geradores de fadiga.
Em várias situações, verificou-se o desgaste dos músculos paravertebrais lombares durante o dia de trabalho no que tange o revestimento de parede, provocando a fadiga muscular durante a jornada.
Após avaliar o que fora estudado, através da AET, com o que fora analisado na prática, há a ligação entre a AET e a psicodinâmica do trabalho,
A organização do trabalho, em seu modelo repetitivo, simples e rotineiro, gera insatisfação e sofrimento no trabalhador, afetando a sua saúde física e psíquica; O trabalhador vivencia com angustia a discrepância que existe entre o trabalho prescrito (concepção) e o trabalho real (execução), impedindo que este conquiste e desenvolva a sua identidade no trabalho. (DEJOURS, 2004)
Análise de uma das subáreas de ocupação: o desempenho no trabalho
A subárea de desempenho ocupacional inclui padrões e habilidades no trabalho, gerenciamento do tempo; relacionamento com os colegas, superiores e clientes; criação, produção e distribuição de produtos e serviços; iniciar, continuar e completar o trabalho; e obediência as normas e procedimentos de trabalho (AOTA, 2008).
Na análise sistemática do trabalho, ambos os trabalhadores queixam-se de dor lombar devido a grande quantidade de suas atividades serem realizadas de maneira repetitiva, exigindo grande esforço físico, acrescida a falta de preparo adequado para a sua realização.
Análise das habilidades de desempenho ocupacional
A construção civil é considerada uma das profissões mais perigosas do mundo, estando em primeiro lugar nas taxas de acidentes de trabalho fatais e não-fatais. Entre outros riscos de enfermidades estão: sintomas músculo-esqueléticos, dermatites, intoxicações por chumbo e doenças ocupacionais relacionadas à atividade de trabalho (SANTANA; OLIVEIRA, 2004).
As causas dessas patologias estão associadas ao grande número de riscos ocupacionais, tais como: movimentos repetidos; posturas antiergonômicas, como o carregamento de objetos pesados de modo indevido; estresse devido à transitoriedade e alta rotatividade; sobrecarga de serviço, entre outros (SANTANA; OLIVEIRA, 2004).
Quando há um exagero nas atividades devido à extensas jornadas a fim de aumentar a produtividade, por exemplo, os trabalhadores da construção civil se encontram em uma posição vulnerável ao aparecimento dessas doenças, pois há uma maior chance se desenvolver distúrbios músculo-ligamentares, como distensão, tenossinovites e tendinites, que quando relacionados ao trabalho, são chamados de distúrbios osteomoleculares relacionados ao trabalho (DORT).
A Terapia Ocupacional associada aos conhecimentos de ergonomia contribui, favoravelmente, para a área da saúde do trabalhador, utilizando como recurso a análise de atividades, e possuindo uma visão biopsicossocial do indivíduo, é capaz de avaliar as condições de trabalho, assim como a funcionalidade do indivíduo e sua saúde psíquica (LANCMAN, 2004).
De acordo com a análise feita com os Sr. João Gomes da Silva e o Sr. Luiz Belizardo Gonçalves, podemos notar irregularidades em seu ambiente de trabalho
Segundo a NR-18, a área de vivência, ou seja o canteiro de obra em questão deveria possuir : instalações sanitárias, vestiário, alojamento, local para refeições, cozinha para o preparo de refeições, lavanderia e área de lazer.
É importante a análise dos aspectos relativos à saúde desses trabalhadores, que pela quantidade de atividades que devem ser realizadas de maneira repetida, que envolvem grande esforço físico considerando que são apenas dois, e há a sobrecarga de trabalho, o terapeuta ocupacional poderia orientar a melhor forma desses trabalhadores realizarem as atividades com menos gasto de energia e sobrecarga, prevenindo riscos de DORT.
A falta de preparo dos dois senhores foi observada. O terapeuta ocupacional poderia atuar com os dois, em um grupo para reflexão das suas condições de trabalho, e de como podem organizar melhor suas atividades e dividir melhor suas funções, buscando talvez mais funcionários para auxiliá-los e evitar a sobrecarga.
Algumas modificações ergonômicas também devem ser realizadas, principalmente com relação aos equipamentos de proteção, obrigatórios em canteiros de obras. Instrumentos adequados também devem ser indicados, pois como foi observado, há utilização de uma colher de pedreiro para o revestimento, o que não é adequado e causa dores pois há um movimento compensatório em MMSS prejudicial.
Segundo a AOTA (2008), os profissionais da terapia ocupacional observam e analisam as habilidades de desempenho a fim de compreender a transação dentre os fatores básicos que apoiam ou não o envolvimento na ocupação e o desempenho ocupacional.
As habilidades observadas são apoiadas pelas funções do corpo relacionadas ao movimento e cognição e, pelo contexto ambiental. Neste caso, o ambiente físico externo era de uma casa sendo o enfoque na construção civil.
Ao pensar nos danos que podem surgir dadas a realização de atividades de forma errônea, há a probabilidade de afetar na execução das tarefas de acordo com as habilidades:
COGNITIVAS
REGULAÇÃO
EMOCIONAL
Práxicas
e
Motoras
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Análise Ergonômica do Trabalho + Psicodinâmica do Trabalho
Ao referirmos como deverá ser a realização do trabalho, suas normas e elementos físicos empregados para a realização correta desta, estamos falando do trabalho prescrito.
Quanto ao estudo de caso, analisamos as condições e formas com que este trabalho é realizado compreendemos, então, a importância de que a atuação da terapia ocupacional seja uma prática que envolva ambas as ciências, usando os recursos destas nos quais é possível envolver o trabalhador, construindo assim sua prática centrada no objeto mais importante do estudo, o cliente.
Espera-se que este estudo sirva de incentivo para outros a cerca da atividade do trabalhador autônomo da construção civil, pois é notável a carência destes trabalhadores quanto à educação em saúde, ao seu conhecimento sobre disponibilidade de órgãos e serviços que garantam seus direitos trabalhistas e à saúde.
CARLETO, D.G.S., et al.,[Tradução]. Estrutura e Prática da Terapia Ocupacional: Domínio e Processo. Rev. Triangular: Ens. Pesq. Ext. Uberaba: MG, v.3,n.2, p. 57-147, 2.ed, 2010.



DEJOURS, C. ABDOUCHELI, E. JAYNET, C. Psicodinâmica do Trabalho. São Paulo. 1994.



DEJOURS, C. Subjetividade, trabalho e ação. Revista Produção, 2004, n.14, v. 3, p. 27-34.



FIALHO, F. Manual de análise ergonômica do trabalho. Curitiba: Gênesis, 1995.



GUERIN, F. et Al. Compreender o trabalho para transformá–lo . São Paulo: Edgard Blucher, 2001.



LANCMAN, S. Saúde, Trabalho e Terapia Ocupacional. São Paulo: Roca, 2004. p. 77-112.



NUNES, C. M. P. Saúde do Trabalho e Ergonomia. In: CAVALCANTI, A. &GALVÃO, C.R.C. Terapia Ocupacional – Fundamentação & Prática. 1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.



SAAD, V.L. Análise Ergônomica do Trabalho do Pedreiro: o assentamento de tijolos. Dissertação (Mestrado em Engenharia da Produção) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Ponta Grossa. Ponta Grossa, 2008.



SANTANA, V.S.; OLIVEIRA, R.P. Saúde e trabalho na construção civil em uma área urbana do Brasil. Caderno de Saúde Pública. Rio de Janeiro: n. 3, p. 797-811,2004. Disponível em : <http://www.scielo.br/pdf/%0D/csp/v20n3/17.pdf >



SANTOS, M. C. dos; Reabilitação Física, Terapia Ocupacional e Saúde do Trabalhador. In: LANCMAN, S. Saúde, Trabalho e Terapia Ocupacional. São Paulo: Roca, 2004. p. 99-113.

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