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Os Lusíadas - Canto IX - Considerações do poeta

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by Ana Carvalho on 4 February 2013

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Transcript of Os Lusíadas - Canto IX - Considerações do poeta

" A Ilha dos Amores" Lisboa Moçambique Mombaça Melinde Calecute Goa Mas a Fama, trombeta de obras tais,
Lhe deu no mundo nomes tão estranhos
De Deuses, Semideuses, Imortais,
Indígetes, Heroicos e de Magnos.
Por isso, ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.

E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;
Porque essas honras vãs, esse ouro puro,
Verdadeiro valor não dão à gente.
Milhor é merecê-los sem os ter,
Que possuí-los sem os merecer.

Ou dai na paz as leis iguais, constantes,
Que aos grandes não dem o dos pequenos,
Ou vos vesti nas armas rutilantes,
Contra a Lei dos immigos Sarracenos:
Fareis os Reinos grandes e possantes,
E todos tereis mais e nenhum menos:
Possuireis riquezas merecidas,
Com as honras que ilustram tanto as vidas.

E fareis clero o Rei que tanto amais
Agora cos conselhos bem cuidos,
Agora co as espadas, que imortais
Vos farão, como os vossos já passados.
Impossibilidades não façais,
Que quem quis, sempre pôde; e numerados
Sereis entre os Heróis esclarecidos
E nesta Ilha de Vénus recebidos. Canto IX Depois de ultrapassarem algumas dificuldades, os portugueses saem de Calecute, iniciando a viagem de regresso à Pátria. Vénus decide preparar uma recompensa para os marinheiros, a Ilha dos Amores, onde os marinheiros poderão usufruir dos prazeres carnais na companhia de ninfas. Para isso, Vénus manda o seu filho cúpido desfechar setas sobre as Ninfas que, feridas de Amor e instruídas por Vénus, receberão apaixonadas os Portugueses. O Contexto Considerações do Poeta Neste canto, Camões encoraja o Homem a alcançar a verdadeira glória e fama e reflete sobre o significado e valor da imortalidade. A justiça, a coragem e o heroísmo desinteressado é que levam à recompensa moral do verdadeiro valor. No fundo, é o caminho da virtude que conduz o homem à imortalidade. Vícios a evitar:

O Ócio (v.7);
A cobiça (v.9);
A ambição indigna (v.10);
A tirania(v.12). Ideais:

A Justiça, na guerra/ paz (v.17);
A renúncia ao poder e dinheiro não merecidos (v.13-14);
Fidelidade (v.25);
Coragem (v.19-20);
Desafiar os nossos próprios limites (v.29). Aspiração à imortalidade e à verdadeira fama Mas a Fama, trombeta de obras tais,
Lhe deu no mundo nomes tão estranhos
De Deuses, Semideuses, Imortais,
Indígetes, Heroicos e de Magnos.
Por isso, ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo. Personificação do vocábulo "fama" usado como nome próprio metáfora enumeração antítese E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;
Porque essas honras vãs, esse ouro puro,
Milhor é merecê-los sem os ter,
Que possuí-los sem os merecer. metáfora dupla adjectivação Quiasmo Ou dai na paz as leis iguais, constantes,
Que aos grandes não dem o dos pequenos,
Ou vos vesti nas armas rutilantes,
Contra a Lei dos immigos Sarracenos:
Fareis os Reinos grandes e possantes,
E todos tereis mais e nenhum menos:
Possuireis riquezas merecidas,
Com as honras que ilustram tanto as vidas. antítese dupla adjectivação antítese E fareis claro o Rei que tanto amais,
Agora cos conselhos bem cuidados,
Agora co as espadas, que imortais
Vos farão, como os vossos já passados.
Impossibilidades não façais,
Que quem quis, sempre pôde; e numerados
Sereis entre os Heróis esclarecidos
E nesta Ilha de Vénus recebidos. D. Sebastião anáfora Alcançar a honra e a glória depende de cada um
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