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Cronofarmacologia

PET-Farmácia
by Grazielly Oliveira on 17 August 2013

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Transcript of Cronofarmacologia

Cronofarmacologia
Grazielly Oliveira
Os ritmos biológicos, são o resultado da interação entre relógios biológicos endógenos e a fatores ambientais externos aos quais os organismos estão submetidos.

- estações do ano;
- ciclos lunares;
- Marés;
- ciclo dia/noite.
Esses ritmos influenciam todas as funções do organismo, sejam elas fisiológicas, bioquímicas ou psíquicas.
Depois dos Estados Unidos, Europa e Japão, chegou a vez de o Brasil descobrir as potencialidades de uma nova geração de medicamentos:
Os Cronoterápicos
.
As drogas respeitam os ritmos biológicos do organismo e da patologia, o que os torna ainda mais eficazes. Eles somam a eficácia do combate e prevenção das doenças ao maior controle dos efeitos colaterais
Cronobiologia
É a ciência que estuda os processos biológicos que seguem sequências temporais, centrando-se na análise dos ritmos biológicos e nas características temporais dos organismos.
O ponto de partida da Cronofarmacologia deve-se aos trabalhos realizados por Halberg, Sheving, Pauly y Mayersbach, que demosntraram que os efeitos dos medicamentos varia dependendo da hora a que são administrados.
Dimensões Básicas
Cronofarmacocinética: Estuda o efeito que o organismo faz ao fármaco (ADME).
Cronofarmacodinâmica: Leva em considerando os efeitos bioquímicos e fisiológicos dos fármacos e seus mecanismos de ação relacionados com o tempo.
Cronoestesia: Estuda as alterações na susceptibilidade ou sensibilidade dos órgãos-alvo a um determinado fármaco.
Cronergia: Estuda as variações, em função da hora do dia, rítmicas nos efeitos dos fármacos no organismo.
Cronoterapia
A meta principal da cronoterapia é pois coordenar o momento da liberação do fármaco e o efeito terapêutico, com os ritmos biológicos humanos, bem como as necessidades fisiológicas sincronizando as concentrações de medicamentos com o ritmo de atividade da doença.
Cronofarmacologia aplicada à Doenças Cardiovasculares
As doenças cardiovasculares ocorrem com maior frequência nas horas de maior atividade neurohumoral, que coincide com o despertar, e com as primeiras horas da manhã, isto para pessoas com ritmos sociais normais.
Aplicação Terapêutica
O pico da Angina de Peito e do Infarto do Miocárdio estabelece-se as 7h com outro pico um pouco menor as 12h. Um padrão semelhante de tempo circadiano tem sido demonstrado para a morte cardíaca súbita, acidente vascular cerebral, as arritmias ventriculares e embolia arterial.
Os nitratos, como a nitroglicerina e o mononitrato de isorssobida, devem ser adminstrados pela manhã para conseguir uma proteção contra a Angina de Peito durante todo o dia.
Antiagregantes devem ser administrados à noite, isto porque o seu efeito é mais prolongado, cobrindo as primeiras horas da manhã.
OBS: Pessoas que trabalham à noite,
devem tomar a dose à noite, no início
da atividade laboral.
O pico de ruptura das placas de ateroma entre 6h e 12 h.
Elevada pressão arterial pela manhã, enolvendo um maior risco de trombose.
Há uma maior secreção de Adrenalina, Cortisol e Testosterona.
Influência de Fotores como:
Cronofarmacologia Aplicada à Pressão Arterial
A frequência cardíaca foi uma das primeira função fisiológicas que estudos comprovaram não ser constante ao longo das 24 horas do dia.
O desenvolvimento de dispositivos para monitorar continuamente a pressão arterial e ritmo cardíaco no homem, demonstraram que a pressão arterial em normotensos e em pacientes hipertensos é claramente dependente da hora do dia e do seu estado.
Diferentes formas de hipertensão podem exibir diferentes padrões circadianos:
Em normotensão assim como na hipertensão primária há, em geral, uma queda na pressão sanguínea noturno (dippers).
Hipertensão secundária o ritmo da pressão arterial é, em cerca de 70% dos casos abolida (não-dippers) ou mesmo revertida com valores mais altos à noite (risers), isso ocorre devido a doenças renais, gestação, diabetes mellitus, doença de Cushing, dentre outras complicações.
Efeio Cross-Over
O tratamento farmacologico da hipertensão inclui vários tipos de fármacos:

Diuréticos;
Bloqueadores do canal de cálcio;
Inibidores da enzima conversora de angiotensina (ACE);
Antagonistas adrenérgicos alfa;
Antagonistas beta-adrenoceptores;
antagonistas da angiotensina II.

Todos estas categórias de fármacos diferem nos seus sítios de ação, bem como em sua meia-vida, formulações farmacêuticas e, por conseguinte, no intervalo de dosagem.
A fim de adequadamente comparar os resultados obtidos com drogas redutoras de pressão arterial elevada, é importante notar que a MAPA é atualmente considerada como o método de escolha para avaliar os perfis da pressão arterial.
(Deutsch Hochdruckliga 2003;. Chobanian et al 2003).
Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA):
É uma técnica através da qual medidas múltiplas e indiretas da pressão arterial podem ser obtidas durante 24 ou mais horas consecutivas, com um mínimo de desconforto, durante as atividades diárias do paciente.
Cronofarmacologia dos Fármacos Bloqueadores dos Canais de Cálcio
Vasodilatação por bloqueadores de canais de cálcio ocorre em concentrações mais baixas do que os seus efeitos de cardio-depressão.
Diltiazem:
Devido a sua formulação de libertação mais prolongada, é mais eficaz no controle da PA ao longo das 24h quando administrada à noite, pois diminui a relação dia/noite principalmente nos casos de perfil não-dipper.
Nitrendipina:
A administração ao acordar, 06h, resultou numa maior redução da PA do que quando administrada no café da manhã, 08h30. O seu efeito na média noturna também foi significativamente maior quando administrada à noite, além se aumentar a relação dia/noite tornando o perfil mais dipper.
Isradipina:
Pode ser administrada as 8h e as 20h, pois ambas as estratégias terpêuticas são eficázes na diminução da PA média ao longo das 24h. Porém em paciêntes não-dipper, com doença renal crônica, a administração à noite demonstrou reduzir mais a PA média ao longo das 24h, tornando o padrão mais dippe.
Nifedipina:
Estudos comprovam que a administração deste fármaco à noite, ao deitar, é mais eficáz, além de reduzir bastante a incidência de edema bem como de muitos outros efeitos adversos.
Cronofarmacologia dos fármacos Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IACE)
Estudos feitos com os IECA, tais como benazepril, enalapril, perindopril, quinapril, ramipril, spirapril, e trandolapril demonstraram que a administração pela manhã é significativamente diferente que a administração noturna, comprovando que uma queda mais pronunciada na administração noturna (super-dipping).
Trandolapril:
Administração antes de dormir é mais eficaz e segura para o controle matinal sem que ocorra uma indução excessiva da PA noturna.
Captropil + Hidroclorotiazida:
Revelou-se ser ligeiramente mais eficaz na redução da PA quando administrado à noite.
Imidapril:
Não revelou diferenças significativas na administração noturna ou diurna.
Ramipril:
Reduz mais a PA diuna se administrado de manhã e a noturna se administrado à noite.
Spirapril
: Revelou-se muito eficiênte na redução da PA diurna, quando administrado pela mãnha, mas muito menos eficaz no controle da PA noturna.
Cronofarmacologia dos fármacos Antagonisas Alfa-Adrenérgicos
Os Bloqueadore Alfa-Adrenérgicos reduzem efetivamente mais a resistência periférica no início da manhã do que em qualquer outro período do dia ou da noite.
Doxazosina:
Uma dose única noturna, reduz a PA durante todo o dia e toda a noite, mas o seu maior efeito é exercido no início da manhã.
Cronofarmacologia dos Fármacos Antagonistas Beta-Adrenoceptores
Os Antagonistas Beta-Adrenoceptores, reduzem a PA diurna, tendo efeito insignificante em relação a PA noturna. Isto correlaciona-se bem com o ritmo circadiano no tónus simpático, como indicado pelo ritmo de noradrenalina plasmática e AMPc, que são tão elevada do durante o dia, quanto durante a noite.
Propranolol:
Mostrou uma maior diminuição da PA e da FC quando administrado durante o dia.
Nebivolol:
A hora ideal de administração é à noite, pois evita a redução do ratio dia/noite bem como evita a perda da eficácia da droga durante durante o intervalo posológico de 24h. Quando administrado pela manhã ocorre a prevalência dos indivíduos não-dipper.
Cronofarmacologia dos Fármacos Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II.
É o grupo mais recente de anti-hipertensivos, são seletivos e atuam especificamente, antagonizando a ação da Angiotensina II.
Valsartan:
Pode ser administrado em dose única, manhã ou noite, porém a estudos comprovam que a tomada à noite é mais eficaz na redução da PA média noturna.
"A melhor hora de administração dos medicamentos para se ter uma maior eficácia terapêutica, deve se levar em conta o perfil circadiano, isto é, se se trata de um perfil DIPPER ou um perfil NÃO-DIPPER."
Cronofarmacologia
Astrônomo Jean Jacques d’Ortous De Mairan - 1729 : Hipótese da Teoria de variação interna.

Augustín de Candolle - 1832: Comprovação.
Ritmos Circadianos
São comuns a uma variedade de processos celulares e bioquímicos.
É susceptível à fatores endógenos e exógenos.
À livre curso sofre influência de estruras do sistema nervoso que são capazer de gerar endogenamente ritmos - Núcelo Supraquiasmáticos e Gândula Pineal.
Aschof e Halberg - Final dos anos 50: Descobriu que alterações do ritmos surgiam com a ocorrência de patológias.
Classificação dos Ritmos Biológicos
Objetivos:
- Aumentar a eficácia;
- Aumentar a segurança;
- Diminuir os efeitos adversos dos fármacos.

Estuda os efeitos dos medicamentos de acordo com os ritmos biológicos, ajustando as concentrações administradas em um período de 24 horas.


Histórico
No séc. XXI começam a ser descobertos mecanismos moleculares de funcionamento do relógio biológico.


Existência de uma via de percepção de luz que atinge o hipotálamo.

Teorias
Atuais

Via de Percepção de Luz

Teorias Atuais

Cronoterapia
- Coordenar o momento da liberação do fármaco e o efeito terapêutico, com os ritmos biológicos humanos.
- Sincronizar as concentrações de medicamentos com o ritmo de atividade da doença.

A meta principal da cronoterapia é:
Obrigada
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