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Construtivismo, Neopaganismo, Saudosismo

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by Bianca Gonçalves on 25 November 2013

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Transcript of Construtivismo, Neopaganismo, Saudosismo

Construtivismo, Neopaganismo, Saudosismo
Neopaganismo
Neopaganismo tem a mesmo conotação que paganismo. Este termo é utilizado para identificar uma variedade de movimentos religiosos modernos, mas em particular aos que são influenciados pelas crenças pagãs pré-cristãs da Europa.


Saudosismo

Foi um movimento estético ocorrido em Portugal, no inicio do séc.XX de que foi mentor Teixeira de Pascoaes.

Este movimento surgiu sobre um clima mental nacionalista, tradicionalista e romântico e por isso mesmo tomava a saudade como um príncipio dinâmico e renovador para a regeneração do país.

Ligado a uma expectativa messiânica e profética, o saudosismo acabou por dar azo ao afastamento de alguns dos seus adeptos — como António Sérgio, que não reconhecia no seu passadismo capacidade de renovação, ou até Fernando Pessoa, que, embora partilhando este elemento messiânico, acabou por preferir o projecto cosmopolita e revolucionário da Revista Orpheu.









Fim
Construtivismo
O construtivismo é assim uma das principais tendências da linha de uma arte útil e para interpretar essa mesma "utilidade" basta observar determinadas características construtivistas:

- a busca da técnica da engenharia;
- a utilização de novos materiais;
- a tendência para a arquitectura;
- o design;
- a superação dos limites da arquitetura, da escultura e da pintura, entre outros...






Aleksandr Rodchenko
Movimento estético-político, que se iniciou na Rússia a partir de 1919 e que teve uma forte influência na arquitetura e na arte ocidental.

Caracteriza-se pela utilização de elementos geométricos, cores primárias, fotomontagem e a tipografia sem serifa (um traço de maior ou menor dimensão nas extremidades de alguns tipos de letra).

O construtivismo tinha a convicção de que o artista podia contribuir para suprir as necessidades físicas e intelectuais da sociedade como um todo, relacionando-se com a (produção de máquinas, com a engenharia arquitetónica e com os meios gráficos e fotográficos de comunicação).




El Lissitzky

Vladimir Tatlin
Neopaganismo em Ricardo Reis
- Crença nos deuses antigos;

- Os deuses estão acima dos homens, mas acima dos deuses está o fado (destino);

- Os deuses são uma metáfora do mundo e por isso confundem-se com os homens quando estes os imitam (são, assim, vistos como seres perfeitos ou aperfeiçoados.)
Vem sentar-te comigo
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do
Fado
,
Mais longe que os
deuses
.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento –
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos
inocentes da decadência.

A vida para lá dos deuses.
Ao próprio paganismo

Neopaganismo em Alberto Caiero

- Caeiro procede a uma espécie de reconstituição da ideia de Deus, sob o signo da Natureza. A noção da divindade adquire-se pelas sensações cultivadas e o seu fulcro de concentração são as coisas simples (flores, luar, árvores, montes) ao alcance do poeta, desse modo indirectamente divinizadas;

- Existência material como a única verdade das coisas;

- Presença da divindade no mundo






O guardaor de rebanhos
V

Mas se
Deus
é as
árvores
e as
flores
E os
montes
e o
luar
e o
sol
,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol









Deus ao estar em harmonia com a natureza, Alberto Caeiro vai estar em harmonia com deus, porque se deus é árvores e flores, então ele acredita em deus
.

Escrevia: « é preciso... chamar a nossa raça... à sua própria realidade essencial, ao sentido da sua própria vida».

Segundo ele, a realidade essencial do povo lusitano residia na Saudade. E assim, num estilo profético e cheio de poesia, foi dando corpo ao mito do Saudosismo.
Teixeira de Pascoes

Pascoais pensou ver lá uma atitude especial do povo Português perante a vida:

- a Saudade que faz reagir o homem;

- a Saudade que o faz sofrer a dor de ser imperfeito;

- a Saudade que o leva a desejar a pura vida anímica;

- a Saudade que o arrasta, atrás da imaginação, a realizar o que ainda está por fazer;

- a Saudade que não é tanto a nostalgia do que se teve e do que se foi – vivida na Lembrança -, mas a nostalgia do que se anseia ter ou vir a ser – vivida na Esperança.









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